O que é O bikefit?

Afinal o que é um bikefit, em que consiste, qual a sua utilidade para o ciclista comum e quando deve este ser realizado?

Durante meses, ou mesmo anos respondi a emails a estas dúvidas, tão frequentes e idênticas que tinha um texto que usava para copy paste. Foram literalmente centenas, para não dizer milhares de respostas.

Em Portugal havia dois locais abertos ao público a proporcionar o serviço, um perto de Aveiro e outro na região de Lisboa, ambos, na minha opinião com valores que assustavam curiosos e que remetiam o serviço para uma elite profissional (e nem todos), ou de praticantes muito endinheirados que conheciam o serviço e seus benefícios para a pratica da modalidade.

Quando comecei, longe de imaginar os contornos que iria ganhar, tive de procurar formação especifica fora. Aqui ninguém sabia e ninguém queria sabe!

Ao inicio a ideia era reunir dados que me permitissem estudar e desenvolver uma tabela de tamanho de quadros, sobretudo para ciclismo de estrada onde os erros são mais frequentes e onde o preço a pagar em desconforto e lesões é maior. Como ajudar os praticantes a encontra o seu quadro ideal, em redor do qual se monta a bicicleta? Para isso era preciso compreender a morfologia dos portugueses.

Peguei em todos os processos, escolhi o mais fiável, recorrer à biomecânica parecia o mais lógico. Era o mais completo e permitir-me-ia compreender melhor aspectos fisiológicos que posteriormente me ajudavam também no treino dos meus atletas.

Uma câmara Sony barata, um portátil que andava lá por casa e o programa Kinovea. Ferramentas simples, praticas e sobretudo válidas e perfeitamente funcionais. A avaliação do plano sagital permitia retirar informação básica e útil para mim e para o praticante.

Pensei que com três ou quatro dezenas de praticantes teria a informação pretendida e quando dei por mim estava a recusar avaliações. Tinha em menos de um ano seis centenas de avaliações realizadas e eu que pensava que ia ser difícil convencer uns cinquenta praticantes a experimentar uma nova posição na bicicleta baseada em conceitos científicos.

O problema foi tirar as dores nas costas ao primeiro, ou o pénis dormente, depois o amigo pedir o mesmo, ou o amigo do amigos e o amigo do amigo do amigo…a palavra espalhou-se e em menos de nada percebi que ou parava, ou tinha mesmo de evoluir na ferramenta.

E foi assim que surgiu o 3DMC, sigla de 3D Motion Capture. Depois de algum estudo do que o mercado oferecia, este era sem dúvida a escolha certa, a ferramenta mais precisa e evoluída na altura e que permanece até aos dias de hoje. Mas como tudo, é apenas uma ferramenta, inútil sem o conhecimento básico.

Mas depois de te explicar como cheguei aqui, deixo ficar o meu “copy paste” atualizado, agora em vídeo.

 

 

 

 

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