Zwift

O Zwift é uma rede social específica para ciclistas. E quando digo para ciclistas, refiro-me mesmo aqueles que dão cabo do cortiço a pedalar. Porque não basta ter uma bicicleta vistosa, a não ser que faças streaming da tua prestação física, aqui ninguém te vai ver, ficas pelo avatar e pela bicicleta digital, quase ao jeito do filme “O legado de Tron”. No zwift é mesmo preciso pedalar se quiseres entrar numa das inúmeras provas em estilo competição que há por lá, ou então podes sempre optar por andar por lá e cruzar-te com os demais utilizadores e até meter conversa.

Apesar de ter o que considero uns gráficos interessantes, o que conta aqui são números. É uma quantidade de métrica considerável que classifica participantes e os coloca na respectiva categoria por relação peso/potência.

O Zwift apareceu e foi-se afirmando.

Não me acredito de todo que esta rede social venha a desaparecer, aliás, considero mesmo que veio revolucionar a maneira como vemos o ciclismo e tendo em conta o número crescente de utilizadores, acho que a própria UCI não tardará a piscar-lhe o olho e de alguma forma converter isto numa modalidade desportiva oficial. O futuro o dirá.

Mas eu não sou um Zwifter, na verdade tudo (o pouco) que sei é através do Jorge, um amigo que se tornou aficionado da rede e semanalmente acumula por lá umas boas horas.

E foi por causa de uma conversa recente com o Jorge que o assunto zwift ficou a aqui a saltar de lado para lado neste pequeno cerebro e dai a vontade de escrever sobre a rede.

Tal com mencionei anteriormente, o Zwift tem ganho cada vez mais adeptos, no entanto outros há, que continuam muito reticentes e os argumentos são muitos e grande parte deles extremamente válidos.

Eu vejo esta rede social como um potencial parceiro e simultaneamente como uma ameaça.

Como parceiro, porque pode ser uma excelente ferramenta “anti-tédio” para por atletas a cumprir os programas de rolo sem que eles morram, ou insultem a minha mãe. (sou fã do trabalho realizado no rolo em detrimento do realizado na rua, quando queremos trabalhar condições físicas com prazos apertados, ou procuramos resultados mais específicos)  É que as horas passadas no rolo podem ser um suplicio para o atleta e não há filme, ou série televisiva que lhes valha para levar a bom porto o treino pedido, por isso estar inserido numa rede social como esta, pode ser uma solução de treino muito eficaz para manter a motivação.

No entanto, esta rede social, tal como outras que emergem agora com alguma frequência, apresentam-se também como concorrentes de preparadores físicos (treinador é outra coisa) que vendem planos de treino a praticantes de lazer. É que uma das funcionalidades destas redes, é precisamente substituir o preparador físico e prestar o serviço de treino a troco de uma mensalidade tão reduzida que pode rondar os 8€ a 15€, sendo esta ultima o valor do zwift.

Não é a mesma coisa, claro que não!

Mas para 99% dos praticantes atuais de ciclismo é mais do que suficiente para ter uma condição física razoável que lhes permita enfrentar um granfondo com um conforto físico até muito razoável.

O trabalho de um treinador é preparar um atleta para uma condição física de excelência, o que vai muito além da prescrição de planos de exercícios, entendido pelo comum praticante.

Mas estes estão também longe de procurar a excelência, ou de estar na disponibilidade de cumprir um plano com a exigência a que esta obriga. Falando contra mim em alguns aspectos, os planos produzidos pelas redes sociais de ciclismo são mais do que suficiente para uma condição física constante pretendida pelo praticante recreativo

Mas há um senão!

O custo de um rolo com qualidade média para participar no zwift, chega a algumas centenas de €uros. Ao qual depois acresce a mensalidade da rede social, a internet obrigatória e o computador.

A vantagem, é que podes passar o inverno a pedalar em casa sem cortar os pulsos e manter aquela perninha solta para quando chegar novamente o tempo de sair à estrada.

E caso tenhas interesse em experimentar, deixo ficar o canal no Youtube do Jorge que terá todo o gosto em ajudar quem se queira iniciar, assim como ele próprio também tomou a inicativa de criar uma equipa na plataforma que passo a deixar contactos e aprsentação.

Muito recentemente foi criado o Grupo “TugaZ

Um Grupo que pretende reunir a comunidade Portuguesa de utilizadores do Zwift (aberto a outras plataformas similares). Os objectivos principais são que a partilha de informação e experiências aumente a rentabilização da plataforma e também o promover o encontro dos membros em eventos, tornando essa participação mais divertida, mesmo com a possibilidade de irem comunicando entre eles (tal qual como na vida real), usando o canal Discord do Grupo.

Existe também uma Equipa TugaZ, essa dedicada apenas a quem tem como intenção a participação em corridas e com requisitos de entrada.

Boas pedaladas 😉

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