Espaço

A sociedade devia parar e reflectir sobre a ocupação de espaço.

Enquanto as redes sociais (ou seja, nós somos as redes sociais) fazem paródia quando uma companhia aérea sugere que as pessoas obesas deviam ser taxadas por peso, ou volume extra, há quem não perceba que também faz parte da paródia, independentemente do seu paco peso, ou silhueta esguia.

Como diz a letra da canção:

“I started a joke which started the whole world crying

But I didn’t see that the jok was on me oh no

I started to cry which started the whole world laughing

Oh if I’d only seen that the joke was on me…”

O meu cão também tem a mania que o mundo é todo dele. Aliás, conquista o espaço de uma maneira soberba, não pode ver nada na vertical que vai lá e compra. No mundo dos cães a posse adquire-se com uma boa e certeira dose de urina, ou como nós humanos lhe chamamos, um aboa mijadela.

Juro que já me passou pela cabeça algo semelhante, se bem que não tanto com o propósito de comprar, mas se assim fosse eu tinha urina para uma boa casa, um bom carro, mas pouparia imensa para bicicletas. Que queres…gostos não se discutem como diria o meu professor de história d’arte do secundário. Mas embora o gosto seja subjectivo e como tal indiscutível, já o nível do gosto é perfeitamente discutível. É que o cidadão comum é livre de dizer se gosta, ou não de Picasso por exemplo, já o nível de conhecimento dele sobre belas artes, sobre o autor e sobre o contexto da produção artística, permite-se tecer comentários e criticas quando ao nível desse gosto.

Um burro (animal) ocupa o espaço que ocupa, porque o pobre animal não tem outra natureza de ser, não tem sequer a capacidade bípede para ocupar menos do que aquilo que é. Mas imagine agora que o burro (continuo a falar do animal) se esparramava ao comprido e reclama espaço extra apenas porque tinha comprado uma ferraduras novas, exuberantes, desnecessárias é certo, mas se o dinheiro lhe permitiu compra-las, são dele. O dinheiro que lhe permitiu comprar as ferraduras exuberantes, trouxeram com elas o direito à via pública?

Não! Porque o espaço público é tal como o nome diz, publico! Mas há burros (já não falo do animal quadrúpede) que não o compreendem!

O problema é que o burro não se revê como burro e enquanto passeia a sua vaidade, incomoda todos os animai da quinta com as suas ferraduras vistosas.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s