Que tal o selim Stealth da Pro?

Há dias chegou até mim um selim que andava ansioso por testar.

Uma vez mais não posso deixar de agradecer à Sociedade Comercial do Vouga pela pronta disponibilidade em me ceder o selim par ao teste.

Apresentação do selim:

Selim colocado na categoria mais ergonómica, curto e na versão 142 milimetros. Curiosamente o peso que aferi nesta versão com carris em aço, é inferior ao peso anunciado pela própria marca. Há uma versão com carris em carbono, de peso mais reduzido. Estão ainda anunciadas 3 medidas de largura, sendo esta a intermédia.

Preço: muito bom para a gama onde se insere!

Acabei com uma situação ambígua entre mãos.

É verdade que todos os reviews que li, eram extremamente animadores. Não me deixo influenciar por opiniões de patos bravos, ou editores de revistas e por isso a minha opinião sobre o selim estava a ser formada baseada em testemunhos de bikefitters por esse globo fora. O que me aumenta a frustração.

Nos últimos três anos, o meu interesse por selins tem vindo a crescer, à medida que os praticantes amadores crescem, a necessidade de realmente bons selins começa a ser extrema. E não há peça mais complexa e difícil de escolher na bicicleta, do que o selim.

(mas para aprofundar esta complexidade podem acompanhar a minha crónica sobre selins)

Voltando ao entusiasmo com o selim da Pro, assim eu o tive nas mãos fiquei fascinado. Suave, bem construído, esteticamente muito agradável e depois de colocado na bicicleta a silhueta flui com todo o conjunto.

Optei por fazer o “teste do rolo”. Testar um selim durante um treino de rolo, é como submeter um smartphone a teste de sobrevivência com uma criança de 6 anos, se sobreviver, está pronto para utilização militar.

As primeiras sensações foram muito boas. Sentei e senti uma boa distribuição da pressão imediata. O toque aveludado apesar de agradável, sabia que poderia ser sinónimo de problemas, mas lá comecei o teste.

Ao fim de pouco mais de trinta minutos já tinha perdido a sensibilidade no pénis. Ainda fiz um pequenos ajustes ao selim, mas em vão. Para mim, não funciona naquela que foi a prioridade no desenho do selim, o ciclismo de estrada.

Na transição do glúteo para a zona posterior da coxa, o selim dá suporte, quando não devia. Resultado: sensação de pisadura. Eu acho que este pequeno detalhe faz toda a diferença, pois como incomoda, obriga o ciclista a deslocar-se ligeiramente para aponta do selim, que devido ao nariz tão generoso em largura, proporciona suporte, mas este é à custa da zona da próstata, ou no caso feminino, da zona genital. Sem suporte isquiatico, voltamos ao problema de sempre.

No entanto, esta ponta larga, deixa-me na dúvida, se apesar do foco do seu desenho e construção ter sido o ciclismo de estrada, ele não será uma mais valia em BTT? Onde devido às constantes pendentes bem mais acentuadas, o ciclista precisa de um bom apoio na ponta do selim, proporcionando assim um melhor centro de gravidade em subida técnica, ou acentuada, sem sentir que uma ponta de selim (fina) queira estar a meter-se onde não deve.

Podem acompanhar este teste no btt no meu instagram.

E para concluir  o que iniciei uns paragrafos acima, a minha frustração deve-se ao facto de a minha opinião não coincidir com os testes que li até à data, mas sobretudo, por ter gostado tanto do selim, que elevei demasiado as espectativas.

É um apoio muito bom, mas falta-lhe ser um “encaixe”.

Queria mesmo vir a usar este na estrada, mas parece que o que lá anda, ainda nao é desta que é destronado!

Boas pedaladas gente boa 😉

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