O fim do automóvel tal com o conhecemos

O fim do automóvel tal com o conhecemos, será em breve o renascer da bicicleta.

Em breve comprar um automóvel vai ser tão entusiasmante como remodelar um electrodoméstico na cozinha. E já não falta muito para que assim o seja.

Autor desconhecido

À medida que a preocupação e sobretudo as leis relativas ao aumento da qualidade de vida aumentam, aperta-se o cerco ao automóvel tal como nos o conhecemos. E em breve olharemos para ele com saudosismos e contaremos histórias aos netos de com era conduzir aquelas máquinas barulhentas, nervosas e extremamente perigosas que os levamos a ver ao museu.

Nos próximos anos olharemos para trás e só encontraremos semelhanças destes tempos no velho oeste.

Cowboys de pistola à cintura, mão rápida e dedo leve no gatilho. Sempre pronto e dispostos a fazer justiça pelas próprias mãos, com quer que se atravessasse no caminho e nos interesses. Apesar de ainda hoje se viver muito à lei da bala, choca os países civilizados que seja mais fácil comprar uma arma de fogo aos 18 anos, do que comprar álcool aos 21. Hollywood romantizou aquele estado selvagem e sem lei, fez de bandidos lendas e de pessoas comuns heróis e hoje está tudo em museus.

O primeiro automóvel importado para Portugal, durante a sua primeira viagem fez logo uma vitima mortal, apesar da sua velocidade máxima não ser superior a 15kms/hora, atropelou mortalmente um burro. É claro que se hoje fosse a imprensa pegaria logo na notícia da seguinte forma: “Burros constituem problema para a segurança rodoviária” Porque a culpa jamais morrerá sozinha.

A carta de condução foi durante décadas um ritual de iniciação à vida adulta. Incompreensível para mim durante algum tempo como é que um jovem do sexo masculino aos 18 anos não podia ansiar conduzir legalmente pela primeira vez. Sim porque eu tive o meu primeiro acidente aos 13, com uma 4L do meu pai que cismou em embirrar com uma coluna da garagem.

O meu filho mais velho e mesmo o mais novo ainda vão tirar a carta e sentir o prazer de conduzir um automóvel  a combustíveis fosseis, como cavalgar em direcção ao por do sol de chapéu de abas na cabeça e revolver no cinto. Mas os meus neto, que espero que me venham a dar, aposto que já não lhes será sequer permitido tirar tal licença.

O automóvel em breve deixará de existir tal com o conhecemos, serão apenas meros objectos de transporte, sem projecção de personalidade, sem interesse e quiçá, as pessoas deixaram de ter interesse em possuir um. Alugam, chamam um autómato sempre que necessário para se deslocarem de A a B, tal como hoje fazem já tão intuitivamente com a Uber. Só que ali, já não terão um, ou uma motorista para nos abrir a porta, perguntar se a temperatura está boa, ou se a estação de rádio agrada. Tudo será sensores de analisam e antecipam. Um futuro sem piada.

E onde vamos nós buscar a emoção de antes? Onde já começamos a ir buscar!

Durante anos as marcas usaram bicicletas nos seus anúncios publicitários e quem percebe de publicidade sabe perfeitamente que estas eram incluídas no mesmos de forma a tentar captar a atenção de potenciais compradores, mostrando que tipo de sensações poderia esperar o comprador daquela viatura. Diziam eles de forma subliminar: “Olhe que sente quase a mesma liberdade que andar de bicicleta, aquele arrepio na nuca de quando descobre um trilho novo a descer uma montanha e arruma-se quase com a mesma facilidade que uma bicicleta.” Sim, o objectivo deles durante anos foi tentar construir um automóvel que pudesse proporcionar a mesma felicidade, liberdade e emoção que a bicicleta.

Mas eis que vieram os inevitáveis efeitos poluentes de uma vida movida a petróleo e o automóvel evolui no sentido de proporcionar uma qualidade de vida superior ao seu utilizador e não deixa de ser curioso, que à medida que se intensifica a necessidade de escalar vertiginosamente a qualidade de vida, é proporcionalmente retirada o controlo do veiculo ao seu utilizador. E em breve, muito em breve, andar de automóvel vai ter a mesma emoção que usar um elevador qualquer. Um mal necessário!

A notícias sobre a introdução de limitadores de velocidade de série em todas as viaturas novas, talvez ainda não tenha sido bem compreendida, ou sequer vislumbrado o efeito disso a curto prazo.

Acredito que o verdadeiro caminho para o triunfo das bicicletas, não se fez na luta pelos direitos dos ciclistas, mas pelo aumento da qualidade de vida da população em geral.

Nestas ultimas duas décadas, sempre que um fabricante de automóveis colocava uma bicicleta nos seus anúncios, em vez de vender automóveis, acabou a vender bicicletas. Porque afinal de contas se procuravam dizer que o prazer tirado dali, era semelhante ao andar de bicicleta, eu acredito que muitas pessoas inteligentes compreenderam a mensagem e optaram pela origem original do prazer.

Acho que os automoveis voadores que imaginavamos que surgiriam após o ano 2000, são tão ficticios como os automoveis a combustão interna daqui a 20 ou 30 anos. O que nao posso deixar de lamentar. Quem não gosta de um bom ronco de um Ferrari, um Porche, ou aquele que sempre foi o meu sonho de besta desportiva, o Renault 5 Turbo 2. É o futuro!

Autor desconhecido

Boas pedaladas gente boa 😉

Fonte:ttp: expresso.sapo.pt

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