Selins – Parte 2 “anatomia do selim”

A função determina a forma.

Um grande amigo, nutria uma franca admiração pelos “míticos selins Brooks”. Apesar de todas as minhas advertências na sua utilização fora da sua essência natural, ele insistiu em manter o seu estimado Brooks na bicicleta de estrada. Aquela admiração não tardou a ser abalada por uma (previsível) inflamação da próstata. Poderá esta ter ou não origem no selim, ou antes, na forma como este estava a ser utilizado, longe do seu propósito.

A forma do selim determina  a função, assim como o inverso também se verifica, diz-me para que o queres, dir-te-ei que aspeto ou forma este deverá ter.

O velho Brooks, cedeu o lugar à ciência e por um selim desenhado já longe da revolução industrial, quiçá desenhado na revolução ergonómica que o ciclismo tem vindo a sofrer. Isto para que os ciclistas deixem de ser eles mesmos a sofrer que não da verdadeira exigência do desporto.

É fácil olhar para um selim e dizer em que bicicleta é que ele se encaixa. Se bem que ao dizer bicicleta, leia-se aqui: posição.

Isto porque o conforto é uma relação entre forma e posição.

Dizer que: “Quanto mais largo o selim, mais confortável é!” não corresponde de todo à verdade. Uma vez que o conforto está directamente relacionado com a forma de selim, para a posição adoptada, ou permitida.

O praticante que utilize uma bicicleta de T.T. (time trial, ou contra-relógio) pode ter um selim igualmente confortável com se estivesse na sua bicicleta de passeio.

Não é difícil identificar o selim apropriado para a modalidade escolhida. Difícil, é escolher o selim certo para cada um dos praticantes, até dentro da mesma modalidade.

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2 responses to “Selins – Parte 2 “anatomia do selim”

  1. Viva, Pedro!

    Tem piada que tenho pensado em si ultimamente e, claro que, mesmo antes de acabar de ler a primeira linha do seu verbete, estava a sorrir de orelha a orelha, por me ver retratado de forma tão simpática e generosa, o que muito lhe agradeço.

    Votos de um grande 2018 para si e para a sua família; ver-nos-emos por aí em breve, ao que tudo indica.

    AQUELE abraço.

    Com os melhores cumprimentos,

    J. Alves Pereira

    O texto acima está orgulhosamente escrito em Português e respeitando a Lei. O “Acordo Ortográfico” é uma infâmia, porque imposta ilegalmente aos Portugueses; O “Acordo Ortográfico” é ridículo pois MAIS NENHUM PAÍS O APLICA, A NÃO SER PORTUGAL, QUE DEVERIA SER O MAIOR DEFENSOR DA SUA PRÓPRIA LÍNGUA.

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