Selins – Parte 1 “introdução ao problema”

Encontrar o selim perfeito tem sido o maior desafio de qualquer praticante de ciclismo.

Quando começa a praticar ciclismo qualquer coisa parece servir, mas à medida que as horas em cima da bicicleta se acumulam, o praticante apercebe-se da necessidade de intervir sobre um selim funcional.

É aqui que começa o complexo processo de selecção do selim.

Em muitos casos são precisos meses e um bom orçamento, até ser encontrado um selim que não resolvendo por completo o problema, permite um conforto medíocre, mas aceitável.

O problema é a falta de informação, ou o excesso de ruído. Vivemos em tempos que a internet apresenta-se como a principal fonte de informação, mas demasiada informação sem a formação constitui um problema tão grande como a simples ausência dela.

Para encontrar o selim ideal, não o “melhorzinho”, mas o selim perfeito para o praticante é preciso primeiro conhecer os problemas existentes e os que não queremos provocar. É preciso um conhecimento profundo da modalidade, de ergonomia e de fisiologia até.

Porque um selim, é muito mais que apenas um selim. Um selim pode ser o conforto e a performance em simultâneo! Isto se for o selim certo.

Mas então como interpretar as sensações mais subtis para saber se estamos a usar o selim certo, ou errado e mesmo que não haja manifestações evidentes de desconforto, como saber se se está a perder rendimento/performance só por causa desse ponto de apoio? E ainda, como evitar gastar fortunas para encontrar o selim ideal?

Vamos ver se consigo responder de forma clara a todas estas questões.

Desconforto

O mais comum é identificar o selim errado porque este lhe está a causa aquilo a que chamo de “desconfortos agudos”, ou seja, dores!

Quem é que nunca ficou com o pénis dormente e sem sensibilidade durante uma volta de bicicleta de estrada? No btt não é tão comum, a não ser que o passeio tenha zonas rolantes. O praticante levanta-se durante uns minutos, restabelece a circulação de sangue ao membro e já está, volta a sentar até que o processo se repita.

No caso das senhoras e que considero o caso bem mais sério do que o masculino, é que o selim provoca dores genitais apenas pelo simples contacto. Não precisam de começar a pedalar, basta sentarem em cima do selim para perceberem imediatamente se serve, ou não. Mas até mesmo uma senhora consegue pedalar num selim medíocre, adoptando uma postura errada que se vai reflectir noutro tipo de dor, a curto e médio prazo.

Mas nem todas as dores causadas pelo selim, estão imediatamente atribuídas ao mesmo e as lombalgias são um desses exemplos.

Frequentemente praticantes queixam-se de lombalgias sem relatarem qualquer tipo de problema imediatamente relacionado com o selim, como poderia ser o caso de dores genitais (no caso do sexo feminino), ou dormências (no sexo masculino), mas as lombalgias podem ser eliminadas com a substituição do selim, ou simples ajuste do mesmo.

  • Dormencia do pénis
  • Dor genital
  • Lombalgias
  • Dores na cervical
  • Tensão muscular nos ombros

São alguns dos exemplo!

Mas o problema pode tornar-se bem mais complexo e profundo, quando o selim pode inclusivé prejudicar o rendimento desportivo e interferir com o VO2Máx de um atleta. Se estás familiarizado com o que é, então vais perceber de forma simples, o que nunca te passou pela cabeça. Esta é uma questão que incontornavelmente terá de ser abordada na que será a parte dedicada à performance.

Se tem algum destes problemas, então fique atento às próximas semanas.

Este é o primeiro de um conjunto de 7 textos, que ao longo das próximas semanas irei expor sobre o tema, tentando de uma forma simples, fazer chegar ao utilizador tudo o que aprendi sobre selins.

  • Selins – Parte 2 – “anatomia do selim”
  • Selins – Parte 3 – “como compras o selim”
  • Selins – Parte 4 – “dores e dormências nos genitais”
  • Selins – Parte 5 – “lombalgias”
  • Selins – Parte 6 – “performance”
  • Selins – Parte 7 – “Competição”
  • Selins – Parte 8 – “opinião – só há 2 tipo de selins”

Será importante perceber no final de contas, que o melhor dos selins, quando mal ajustado, manifesta as sensações do pior dos mesmos. Já resolvi problemas mencionados aqui, simplesmente ajustando o praticante de acordo com o estado da sua condição física.

Fiquem atentos e boas pedaladas.

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