10 MITOS SOBRE O BIKEFIT

  1. Há uma posição perfeita em cima da bicicleta

Este é um dos maiores mitos que há por ai, que de alguma forma manipulando o quadro e alterando a posição do selim, todo o praticante consegue ter aquele posição “óptima” que pode ser medida em ângulos e comprimentos e que é a melhor posição para qualquer prática de ciclismo.

A verdade é que cada praticante é diferente! Temos corpos diferentes para começar, com proporções diferentes, níveis de flexibilidade e desenvolvimento de potência, já para não mencionar que poderemos ter objectivos diferentes, o mesmo praticante pode ainda utilizar várias bicicletas e isso pode requerer uma posição para cada uma delas.

  1. Bikefit’s são apenas para pró’s.

Um bikefit serve em primeiro lugar para reduzir a probabilidade de lesão que que existe sempre que realizamos qualquer tipo de actividade física, seja para competir, ou apenas dar umas voltas no parque, ou ao fim de semana com os amigos. É claro que à medida que passamos mais horas, ou com mais intensidade em cima das bicicletas a importância do ajuste aumenta proporcionalmente, mas antes de pensar em performance, pense em reduzir as dores, ou aumentar o conforto quando pratica ciclismo.

Portanto, o bikefit é tanto para o profissional, como para o amador que passeia aos domingos e acredite que depois de sentir a diferença, vai dar o dinheiro como bem gasto, pense que o tempo e o dinheiro perdido no médico após uma lesão, não será tão prazeroso de gastar como o que passa em cima de uma bicicleta.

  1. Todos os bikefit’s são iguais

Há muita gente a fazer bikefit’s actualmente, o mercado expandiu e isto foi visto como uma oportunidade de negócio para muita gente. Alguns apenas compraram réguas e esquadros e aplicam ângulos e medidas de um manual qualquer que lhes entregaram, outros mesmo utilizando equipamentos sofisticados mas sem qualquer noção de fisiologia e biomecânica limitam-se a aplicar números. Os bikefit’s não são todos iguais e assentam em grande parte no conhecimento do técnico por trás da ferramenta que utiliza, que pode ser de maior, ou menor precisão e isto pode fazer a diferença nas mãos da pessoa certa.

  1. O bikefit consegue encaixar-me num quadro de tamanho errado.

Um bom bikefit consegue certamente aumentar o nivel de conforto e eficiência da posição e há uma série de opções que podemos tomar antes de comprometer o controlo da bicicleta. A verdade é que apesar de haver margem de manobra na maioria dos casos, se a discrepância for grande, o bikefit não faz milagres, por isso o melhor é ter a certeza que antes de comprar, está a comprar o tamanho de quadro certo, ou mais aproximado possível.

  1. Quanto mais baixo eu for, mais rápido eu vou.

Lamentavelmente não é verdade. Um bom bikefit não dá a posição que o praticante quer, mas sim a que ele pode, isto porque não basta apenas baixar o ciclista sobre o guiador para o tornar aerodinâmico, é preciso que ele tenha uma boa condição física de flexibilidade para que a posição seja funcional. Caso contrario, uma posição excessivamente “aero” pode até interferir no VO2Máx e retirar potência.

Sim, a flexibilidade e elasticidade do conjunto musculotendinoso tem uma palavra muito importante a dizer e é um dos parâmetros avaliados num bikefit, esta é uma das razões pelas quais bikefit’s de régua e esquadro não funcionam. Demasiado “aero” pode muito bem significar mais lento no final.

  1. Sofrer faz parte do ciclismo.

Se o simples ato de pedalar te provoca dores, ou desconforto, então há a probabilidade de algo estar errado. Uma coisa é a dor que vem do esforço excessivo e da tensão muscular que entendemos normal dos desportos de endurance, outra totalmente diferente é dores nas articulações, nas costas, as conhecidas lombalgias que podem ser evitadas com uma posição e equipamento adequado.

Um bikefit começa mal o praticante entra no gabinete com uma quase imperceptível avaliação postural, alinhamento de ombros, posição dos pés pode não parecer nada, mas a maneira como caminhas, diz muito sobre como deverá ser ajustada a tua bicicleta. uma vez mais a tua flexibilidade e qualquer lesão que tenhas tido anteriormente ao ciclismo.

  1. Mudar peças não afecta a minha posição.

Mudar um espigão, um avanço, ou guiador mantendo as mesmas características técnicas do substituído não afectarão a posição determinada no bikefit, mas mudar o modelo do selim por exemplo, muda tudo. Rodar um guiador, ou alterar a posição das manetes são situações com enorme importância. Por isso é que te entregamos um relatório com todos estes apontamentos.

  1. Um bom bikefit tem de s€r caro.

Embora ferramentas de precisão sejam efectivamente caras, não significa que o custo final de um bikefit tenha de ser excessivamente caro. No projetopedal por exemplo, proporcionamos-te um sistema 3D com a maior precisão actualmente existente com um custo inferior a um espigão, ou selim de gama média. Se as referências são importantes para ti, o sistema utilizado por nós é utilizado este ano pela equipa Profissional Moovistar.

  1. Um bikefit obriga a trocar sempre peças.

Não podia estar mais errado. Talvez bikefiters que vendam material tenham criado um conflito de interesses, mas a verdade é que nem sempre o ajuste ideal obriga o praticante a substituir material na bicicleta para o conseguir, embora possam ser sugestionados materiais que de alguma forma melhorem a posição encontrada. A peça mais sugestionada para troca é o selim.

  1. Um bikefit demora o dia todo.

Um bikefit depende em grande parte da experiencia de quem manuseia a ferramenta e pode ser realizado em apenas um par de horas ou até menos. A troca de um avanço, ou selim demora mais tempo que uma avaliação de precisão na verdade. O sistema Motion Capture utilizado por nós trabalha a 100 frames por segundo, o que significa que uma captura de apenas 10 segundos, o teu movimento foi medido 1.000 vezes. A preparação demora bem mais que qualquer avaliação.

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