Peregrinações – Fátima

Há uns dias atrás, fiz o que já milhares fizeram e outros tantos irão ainda fazer só este ano, juntei-me a um grupo de amigos e lá nos fizemos literalmente à estrada, saídos de Vila do Conde, com destino a Fátima.

peregrinaçoes porto fatima cova da iria

 

São duzentos e quarenta quilómetros de estradas nacionais, percorridos ao ritmo de cada um. Em grupo, para os que sabem rolar em pelotão, acaba por ser mais fácil, não só pela questão técnica, mas também pela companhia.

Apesar de estar há anos envolvido no ciclismo, isto foi algo que fiz pela primeira vez.

São centenas, milhares, dezenas de milhares, senão mesmo milhões os peregrinos que todos os anos terminam uma viagem na Cova da Iria em Fátima. Vão em excursões, a solo, de carro, a pé,  de bicicleta, ou de outra forma qualquer, não interessa a forma como chegam lá, interessa que cheguem, mas uma peregrinação embora marcada pelo fim, é na sua essência a viagem.

Seja qual for o ponto de partida, há apenas um pequeno punhado de destinos que nos une e há a distancia que vai da origem até esse ponto em comum, chamam-lhes: peregrinações.

A fé dos homens tem muitas expressões e nem sempre uma peregrinação tem de ser religiosa. Concordaremos que, fé é a capacidade de acreditar no que não se vê, é uma capacidade intrínseca de enfrentar obstáculos, dificuldades, acreditando no nosso potencial para os superar.

A zona de retas "intermináveis" que os viajantes enfrentam pelo caminho.

A zona de retas “intermináveis” que os viajantes enfrentam pelo caminho.

Fazer uma coisa destas acaba por ser único, rolar os tais duzentos e quarenta quilómetros entre amigos, sem presa de chegar, mas sem interesse em parar. Não é um caminho com um ponto pelo meio que nos proporcione alguma experiencia, é o todo que conta, é o que dista do ponto de partida, ao ponto onde todos chegam e dizem fui até Fátima.

Não foi pela dificuldade, mas sim pela experiencia de percorrer um caminho que em si carrega tanta energia, porque independentemente dos objectivos que leva cada peregrino a percorrer aqueles caminhos, é um caminho de força e de esperança e isso sente-se pelo caminho, sente-se nas pessoas com quem nos cruzamos e embora não sendo religioso, é impossível não sentir essa emoção quando chegamos.

Um dos destinos que qualquer ciclista deve ter, uma vez na vida que seja.

A minha peregrinação, são as emoções que as viagens nos dão.

Boas pedaladas.

biciadus porto fatima 2016

Seja qual for o destino, ou mesmo o caminho que já tenhas deixado para trás, sorri, porque afinal vais de bicicleta!

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