Bikefit, ou biomecânica.

Desde o momento que o homem inventou a bicicleta moderna, que inventou o #BIKEFIT. Pois mal a construiu, pensou em sentar-se em cima dela e conduzi-la, logo, foi feita à medida de quem a inventou, ou se não foi, alguma adaptação terá tido para esse efeito.

Desde que os praticantes passaram a saber do que se trata e qual a sua utilidade, passou também a confundir-se habitualmente #BIKEFIT e #BIOMECÂNICA. Tratando um como se fosse o outro e vice versa.

#BIKEFIT é a utilização de técnicas que permitam o ajuste dos 3 pontos de contacto do praticante com a bicicleta: pedais, selim e guiador.bikefit biomecanica 3 pontos contacto

O #BIKEFIT existe “desde sempre”, a necessidade de ajustar a bicicleta ao praticante fez surgir muitas técnicas de ajuste, das mais simples, às mais complexas, umas afirmaram-se mais do que outras. De todas, a que mais se terá destacado e ainda hoje muito utilizada, foi a formula estudada e apresentada por Claude Genzling, mas que apesar de ser extremamente limitada (porque não responde a questões como: avanço ou recuso do selim, ou mesmo distancia ao guiador, já para não mencionar na altura deste em relação ao dito selim), foi a que mas se enraizou na comunidade ciclista.

altura-selim

 Na sua essência, a maioria das técnicas utilizadas no #BIKEFIT, basearam-se, ou baseiam-se na morfologia estática. Medições antropométricas, ou técnicas de análise em cima da própria bicicleta sem qualquer acção dinâmica.

Bikefit com utilização de Goniometro

Bikefit com utilização de Goniometro

Mas nas últimas duas décadas, o ciclismo viu a biomecânica a ser amplamente utilizada com vista ao aumento da performance dos atletas. Mas se a biomecânica pode ser responsável por significativos aumentos de performance, pode também ser utilizada para redução das probabilidades de lesão e aumento do conforto do praticante, sendo que a primeira e a segunda se cruzam e se completam.

Então os bikefitters introduziram a biomecânica como auxiliar no ajuste. Mas o que difere então uma da outra e porquê?

A #BIOMECÂNICA por sua vez, veio adicionar o movimento e a dinâmica dos tecidos vivos, uma vez que são a essência do mesmo, além de que o movimento do corpo, é determinado não só pelos tecidos que o compõem, mas também pela qualidade dos mesmos.

Imagem captada durante avaliação biomecânica.

Imagem captada durante avaliação biomecânica.

Os membros vêm a sua amplitude modificada assim que lhes é aplicada carga, este é apenas um dos aspectos que faz com o contributo da biomecânica para o #BIKEFIT seja extremamente relevante, afinal de contas estamos a falar de desporto e mais do que antropometria, temos de ter em conta que promover a eficiência dos movimento, só é possível se compreendermos toda a conjuntura do movimento.

Não há uma formula matemática para determinar uma posição, nem mesmo um programa de computador, pois este não tem a capacidade de “ouvir” o praticante e as suas sensações, a utilização da biomecânica é sem duvida no meu entender, a melhor técnica auxiliar do #BIKEFIT, mas cabe sempre a quem estás por detrás da avaliação, mais do que a executar, saber orientar o praticante/atleta para uma melhor condição física, só assim obterá também uma melhor e mais eficiente posição em cima da bicicleta.

Não te esqueças que seja qual for a técnica utilizada para fazeres o bikefit, “O movimento final, deve ser fluido e eficiente”

Boas pedaladas e divirtam-se.

bikefit preço biomecanica ergonomia ciclismo

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