Pedalada redonda.

Certamente já ouviu o termo “pedalada redonda”. O que poderá não ter entendido é, como é que um movimento de 360 graus constante do pé em torno de um eixo fixo, poderá ser de outra forma que não redondo, há alguma forma de ele ser quadrado?

Se entender-mos que, quadrado seria um grau de ineficiência quanto às suas potencialidades, então a resposta é SIM! Há por ai muita gente a pedalar quadrado.

 

Pedalada Comum

O termo “pedalada redonda”, não se refere ao movimento descrito pelo pé, mas sim á aplicação eficiente de força efetuada pelo ciclista durante todo o ciclo do movimento em torno desse mesmo eixo.

A pedalada redonda, é um movimento tudo menos simples, que a determinada altura se não estiver treinado, ou se não tiver sido treinado no momento devido aquando da formação do aspirante a ciclista, mais vale esquecer e passar à frente, há outras formas de tentar compensar isto.

Tens grupos musculares nos membros inferiores (pernas), capazes de aplicar energia em todo o ciclo da pedalada nos seus 360 graus. Por isso se já te falaram no “ponto morto”, esquece isso porque não sabem o que dizem! Não existe tal coisa como o dito “ponto, ou pontos mortos” na,  há pedaladas com técnica (redondas) e pedaladas sem técnica (chamemos-lhe quadrada).

Explicação

À medida que a perna descreve um circulo perfeito de 360 graus em redor do eixo pedaleiro, identificamos essencialmente, 4 posições distintas nesse movimento e que vão marcar a pedalada: 1. força descendente, 2. transição inferior, 3. força ascendente, 4. transição superior.

Força descendente

Simplesmente pressiona o pedal contra o solo, usando o próprio peso e a força, para que este movimento seja o mais rápido possivel. De forma mais ou menos eficiente, todos e sem excepção aplicam esta forma de força, simplesmente pressionando o pedal para baixo convertem energia em movimento. Como melhorar aqui a pedalada? Imagina um relógio em redor do eixo pedaleiro, a manivela será o ponteiro por isso podes começar a aplicar força assim que a manivela chegar à posição da 1 hora e aliviar ao aproximar das 5 horas.

tecnica de pedalada - força descendente

Transição inferior

Continuando a orientar a pedalada como se um relógio se tratasse, temos agora a passagem da manivela de um movimento de aplicação de força descendente, para um em que iremos mais à frente aplicar força ascendente, para isso entre as 5 e as 7 horas, temos de fazer um movimento como se arrastássemos o pé para trás, num movimento praticamente horizontal.

tecnica de pedalada - transição inferior

 Força ascendente

Depois de passar as 7 horas, está na altura de fazer subir novamente a manivela, uma vez que temos o pé preso ao pedal pelo cleat/travessa, podemos e devemos usar esta vantagem a nosso favor e puxar o pé, levando com ele o pedal para cima. Mesmo que o pé não esteja preso ao pedal, como é o caso das bicicletas de bmx, esta força ascendente pode ser realizada apenas mudando a técnica de posição de pé. O movimento de aplicação de força ascendente, poderá ser utilizados até ao aproximar da manivela ás 11 horas.

tecnica de pedalada - força ascendente

Transição superior

 Assim que a manivela cumpre a trajectória de elevação, procuramos repetir o movimento da transição inferior, mas desta vez na parte superior e no sentido oposto. Como se esfregássemos a sola do sapato no movimento único para a frente, ajudamos assim a manivela do pedal a cumprir a sua trajectória das 11, à 1 hora, voltando a partir daqui a repetir-se todo o ciclo.

tecnica de pedalada - transição superior

A pedalada é um movimento que recruta vários músculos da perna, pelo que requer a utilização de várias técnicas, cujo domínio aumenta exponencialmente a eficiência da mesma.

Pedalada redonda

NOTA: convém salientar que a força aplicada durante o ciclo da pedalada varia de acordo com a amplitude do membro e a direção do movimento. Mas isso fica para um próximo artigo sobre biomecânica do ciclismo.

#BIKEFIT

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