Respeitosamente desrespeitando.

Habituamo-nos de tal forma a ser tolerados e tolerantes quando desrespeitamos, ou somos desrespeitados, que achamos isso a coisa mais normal do mundo! Desculpem mas eu não acho e estou à beira de um ataque de nervos.

Nem sempre sou ciclista, há dias em sou peão, ciclista e automobilista quase em simultâneo. Posso pegar na bicicleta e coloca-la no carro, conduzir até algum sitio, sair do carro, atravessar a rua e ir tomar café, voltar tirar a bicicleta e ir pedalar com uns amigos.

Neste curto espaço de tempo fui uma pessoa com direitos diferentes, pelo menos aos olhos de alguns, porque fui sempre o mesmo cidadão, sempre a mesma pessoa independentemente do modo como me desloquei.

Somos diariamente desrespeitados com tanta educação, que até nos fazem sentir mal educados por chamar à atenção sobre esse desrespeito.

Um automobilista desrespeita o peão:

Numa zona pedonal, junto a complexo desportivo, um automobilista fez questão de levar a sua viatura até à porta principal, eu é que tive que me desviar, mas ele ainda foi “educado” porque parou para que eu pudesse passar por cima do jardim.

Um automobilista desrespeita o ciclista:

Chamamos-lhes “fininhas”, quando os automobilistas nos passam tangentes quando circulamos na via publica, colocam em risco a vida de ciclistas, mas preocupam-se em lutar pelos direitos da pintura dos seus carros, é a chapa que os nossos corpos podem danificar que os atormenta.

Um automobilista desrespeita vários automobilistas:

Como automobilista procurava lugar de estacionamento num comum shopping, quando me deparei com isto…partilhe a via norteshopping desrespeito automobilistas

Que raio de raça de gente é esta que nem “os seus próprios pares respeita”?

Andamos (ciclistas) a lutar por direitos na estrada, quando se não há respeito entre iguais, como pode haver para com elementos que são mais sensíveis na via pública?

Há pessoas que quando por detrás de um motor se transformam, esquecem respeito, direitos alheios, civismo, esquecem tudo, até o valor de uma vida.

Não há argumentos suficientes para tirar os ciclistas da estrada, não há! Tiramos a seguir os peões também para que não se cruzem com os automobilizados?

“Somos” demasiado tolerantes com o desrespeito, porque não queremos ser apontados quando também nós prevaricamos.

Sorte dos que saem para treinar, dos que saem para o trabalho e regressam vivos.

Boas pedaladas e não se esqueçam, “Patilhe a Via”.partilhe a via

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