22º S. Silvestre Cidade do Porto, a minha primeira.

Acredito que o atletismo faz parte da preparação física geral, seja qual for a modalidade que pratiquemos. No ciclismo tem uma função muito especial, uma vez que praticamos uma modalidade sem impacto vertical, dificultando desta forma o processo de fixação do cálcio, entre outros, nos ossos, levando a longo prazo a problemas sérios de saúde e por isso a determinada altura, todos os meus atletas fazem atletismo.22 Sao Silvestre do Porto

A maioria dos ciclistas não gosta de correr, quanto mais quando há uma mentalidade enraizada de que “ciclista não precisa”, ou pior, “não pode correr”. Por isso, eu explico e arranjo formas de os motivar, afinal não é esse um dos trabalhos de um treinador?!

Já há muitos anos que faço as minhas corridas, mas na verdade nunca me tinha deixado seduzir pelas provas cronometradas, mas este ano desafiei os meus atletas e a titulo de exemplo também alinhei, os que aceitaram e puderam, lá fomos fazer a clássica S. Silvestre Cidade do Porto. Afinal de contas é sempre mais uma experiência.

Tudo começa com uma inscrição e quando chega o ponto em que nos pergunta o tempo, eu fui honesto e coloquei o tempo estimado “mais de 50 minutos”, mediante isso somos colocados numa “box”, a exemplo do que acontece no ciclismo (nas maratonas e granfondos) como já estamos habituados. Os meus atletas fizeram inscrição consoante as capacidades de cada um e como tal ficamos todos separados, eu era o patinho feio e saia da cauda do pelotão, “Box C”.

Partida dada e demorei uns 8 minutos até passar a meta, foi a passo até lá, a moldura humana era impressionante. Mesmo depois de passar a meta foi difícil encontrar o meu ritmo, porque estava sempre a abrandar ao ritmo de “powerwalking”, entre o quilómetro 3 e 4 tive a impressão que estava numa maratona de btt, era só prédios à minha frente (pessoas a parar por não aguentar o ritmo).

É que no entusiasmo das corridas saem disparados muito acima das suas capacidades e depois os “ácidos láticos” são como a brigada de transito, mandam toda a gente encostar.

Já diz o ditado: “O primeiro milho é para os pardais”

Só a partir do quilómetro 5 é que realmente fui capaz de manter o meu passo certinho e com espaço para as ultrapassagens que foram uma constante todos os 10 quilometros.

Muito longe dos 30 minutos do vencedor, mas também fora dos meus objectivos que era ficar acima dos 5000, mas no final, adorei a experiência. Correr livre pelas ruas da minha cidade à noite, gente que não ficou em casa apenas para ficar pelo caminho fora a aplaudir, os bombos, os bombeiros que marcaram sempre ritmo a correr fardados connosco e 12mil pessoas na rua a correr…impressionante!tempo 22 sao silvestre Cidade do Porto

O meu obrigado aos meus atletas que aceitaram o convite e o mesmo obrigado aos que por diversas razões não puderam estar presentes. Para o anos há mais.

Reportagem Jornal de Noticias da 22ª S. Silvestre Cidade do Porto. Galeria de fotos do Jornal >> Aqui <<

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