Um erro chamado “seguro escolar”.

Todos anos com o início do ano escolar, milhares de encarregados de educação são chamados às escolas. Numa primeira reunião são confrontados com um documento, que mais não se trata de uma missiva anti-bicicleta. A mensagem é clara e a forma como esta é apresentada aos encarregados de educação também não deixa margem para duvidas:

Não é permitida a utilização da bicicleta por parte da comunidade escolar.

Os encarregados de educação, vêem-se coagidos a assinar um documento que não lhe proporciona alternativa.

A "proibição" é clara.

A “proibição” é clara.

É nas comunidades escolares que se desenvolve a cultura da bicicleta e tudo que a ela está associado. Contudo é também aqui que é dado o duro golpe da castração.

O seguro escolar é totalmente castrador! Este descrimina estudantes que por qualquer razão, até mesmo económica se queiram deslocar de bicicleta para a escola.

Na legislatura anterior, o ministro da educação Nuno Crato anunciou intenções de promover o uso da bicicleta junto da comunidade estudantil, no entanto, ter-se-à esquecido que sem alterar este pequeno grande detalhe, nada poderá ser feito.

São inúmeras as vantagens de fazer os jovens deslocarem-se de bicicleta para as escolas, no descongestionamento das cidades com a redução do volume de trafego que aumenta significativamente com o período escolar. O peso orçamental das famílias reduz significativamente ao reduzir o consumo de combustíveis. O combate à obesidade juvenil que se tem demonstrado uma verdadeira dor de cabeça para pais e governos, devido a todas as doenças associadas e gastos avultados para as combater e dar qualidade de vida, que, poderia simplesmente ser proporcionada pelo incentivo à actividade física, na simples deslocação casa-escola-casa.

Se a intenção de promover o uso da bicicleta é séria, então é urgente corrigir este erro, para que se possa abrir portas à promoção sustentada do uso da bicicleta por parte dos jovens que frequentam os estabelecimentos de ensino públicos.

São pequenos detalhes que fazem a diferença e este seguro escolar é um pequeno entrave a uma grande mudança.

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One response to “Um erro chamado “seguro escolar”.

  1. As pessoas são sérias, mas as promessas políticas não passam de eleitoralismo. Os meus filhos moram perto da respetiva escola, mas não os consigo fazer deslocar para a escola por este motivo e pelo facto da escola não assegurar parque para guarda de bicicletas (dentro do perímetro) para evitar furtos de parte ou totalidade do material.

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