Os nocturnos.

Já lá ia mais de um ano que não fazia um nocturno, se a memoria não me atraiçoa. Devo confessar que à medida que a idade avança, começo a ser picuinhas com muitas coisas, ou antes, arranjo é mais desculpas e os nocturnos vão acontecendo sem mim.

Ontem, ao ver um “ON” de um amigo num desses convites para pedalar à noite, lá decidi e num impulso decidi confirmar a minha presença também.

As noites mais compridas e quentes são convidativas. Foto tirada ás 21h00 e a claridade ainda é notória)

As noites mais compridas e quentes são convidativas. Foto tirada ás 21h00 e a claridade ainda é notória)

Um grupo de amigos que podem ser só dois, um ponto de encontro e uma hora, a meio da semana, ou mais próximo do fim de semana e o noturno surge como um pontapé na rotina.

Há para todos os gostos, é como os grupos de amigos que proliferam por ai fora. Conhecendo o espírito do grupo, saberemos o que esperar do noturno.

Há os que aproveitam a saída nocturno para treinar. Dar uma valente tareia ao corpo e aos “amigos” que marquem presença, ou aguentas o ritmo, ou ficas para trás. Há os que embora marquem ritmo lá vão esperando para reunir o grupo no final de cada rua. Gostos não se discutem!

Eu gosto é de usar os noturnos para conversar e beber um copo com os amigos. Podemos ter uns obstáculos pelo meio, uma ou outra subida de tirar o fôlego, mas que o essencial seja a conversa. Convívio não é só “estar junto”, os gnus também andam juntos nas savanas Africanas e não convivem.

A paragem para beber um copo é OBRIGATÓRIA!

Quem vai para um café se pode ir para a explanada?

Quem vai para um café se pode ir para a explanada?

Conhecendo quem ia pedalar e com uma previsão de uma noite muito agradável, lá carreguei a lanterna à pressa, embrulhei a luz de presença ao selim, meti uns trocos na saca plástica que carrega o telemóvel e lá fiz eu os 3 mil metros que separam a minha casa do meu antigo ponto de encontro (mas sobre isso vou falar num outro artigo).

Cindo reunido já a contar comigo e somos suficientes, uma volta decidida em cima do joelho e em muito pedida por mim (para matar saudades) e sem insistir muito lá me fazem a vontade. A cidade espera e a noite começa fabulosa.

Destino: Ribeira do Porto.

(Sou perdido pela cidade que me viu nascer, a cada vez que a faço descubro coisas novas, acho que é disto que são feitas as grandes paixões)

Panorâmica da Ponte D.Luis com a Ribeira do Porto como fundo. (Foto tirada de Vila Nova de Gaia)

Panorâmica da Ponte D.Luis com a Ribeira do Porto como fundo. (Foto tirada de Vila Nova de Gaia)

Conversa-se, percorre-se a cidade por quelhas e becos, pontes e ruas que não lembra a ninguém, pára-se para “copos”, conversa-se mais ainda. Luzes desligadas e até as bicicletas parecem gozar desta voltas a meia da semana.

Paga-se a conta, calça-se as luvas e o passo agora vai ser um pouco mais rápido, estica-se sempre a conversa até à ultima. A direcção agora é casa. A maior parte agora desvia caminho para atalhar para casa, já não irão todos até ao ponto onde se reuniram.

Noturno feito. Que saudades eu tinha disto.

Para a semana há mais. 😉

Também tens este “bichinho”?

Anúncios

2 responses to “Os nocturnos.

  1. Eu gosto muito de noturnos, por vezes faço-os sozinho no Gerês e ai dedico-me mais ao treino (montanha), quando estou pelo Porto faço-o com amigos em modo convívio, mas tento sempre fazer uma ou duas subidas míticas da cidade. O copo também tem sido regra, gosto muito de parar no 77, casa onde as bicicletas são muito bem vindas, até tem direito a estacionamento no interior.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s