Ciclocrosse (CCX)

Ainda com o Campeonato Nacional de Ciclocrosse (CCX) do passado fim-de-semana (11 Janeiro 2015 Fervença – Barcelos) na cabeça e a última prova da taça no próximo.

Origens e história.

Há algumas histórias sobre a origem do ciclocrosse, uma das mais divulgadas será a de que a modalidade nasceu quando no inicio do século passado. Os ciclistas de estrada europeus, para manter a forma durante os meses de inverno, organizavam corridas de cidade a cidade, em que era permitido atalhar pelos campos de lavoura por forma ir de cidade a cidade mais rápido.

CCXPoderá até não ser a verdadeira origem da modalidade, mas a verdade é que as semelhanças são incriveis.

Pelo caminho encontravam a inevitável lama, vedações de arame e de madeira que tinham de vencer com a bicicleta ás costas e até umas escadarias pelos caminhos que atalhavam.

Hoje é isto o ciclocrosse. Sinónimo de lama, tábuas, escadas, troncos e andar algum tempo com a bicicleta ao ombro.

Apesar de ser uma modalidade praticada desde o inicio do século, o primeiro campeonato do mundo realizou-se apenas em 1950.

Época

A época competitiva do ciclocrosse é no Outono e no Inverno (Setembro a Fevreiro), o Campeonato do Mundo tem lugar em Janeiro.

Pista e duração.

Uma prova de ciclocrosse pode durar entre 30 a 60 minutos, o tempo varia conforme a categoria e o numero de voltas é determinado pela duração da primeira volta. Cada circuito pode ter uma extenção que varie entre 2,5 a 3,5 km, com obstáculos naturais e artificiais, o circuito deve ser 90% ciclável.

Portugal

Em Portugal a exemplo do resto da europa o Ciclocrosse era utilizado pelos ciclistas de estrada para manter a forma durante o inverno. No entanto, quer pela exigência dos atuais calendários, quer por novas filosofias de treino e também por uma má fase que o ciclismo de estrada passou, o ciclocrosse foi esquecido por esta classe. Hoje o ciclocrosse parece rejuvenescido, ou a rejuvenescer e mais uma vez pela mão dos de “sempre”, as gentes do BTT.

As semelhanças com o BTT são óbvias, a lama e os obstáculos fazem parte do dia-a-dia e então, porque não manter a tradição, o espectáculo e já agora a forma para entrar na época de competição do BTT.

***CN CCX********************************

Fui a Fervença ver como estão os atletas que acompanho no treino e gostei do que vi.

O sol brilhava num céu sem nuvem, assim como aconteceu toda a semana que antecedeu a prova, o que fez com que a grande ausente fosse a lama, que costuma ser a estrela deste género de prova.

Um terreno seco, nenhuma subida, totalmente rolante, com poucos obstáculos naturais e outros tantos artificiais: escada, o habitual par de tábuas, troncos e 15 metros de um pequeno charco fazia a lama.

Ás 11h00 era dado o tiro de partida para a categoria de Master 30. José Carlos Magalhães foi então o primeiro dos meus atletas a alinhar, conseguindo o TOP 10 com um excelente 9º lugar, cumprindo assim o objectivo.

José Carlos Magalhães (Master A) em aquecimento antes de alinhar na meta.

José Carlos Magalhães (Master A) em aquecimento antes de alinhar na meta.

Ás 14hoo em ponto era dado o tiro de partida para as Masters femininas, aqui tinha a correr Liliana Lopes, a sagrar-se Vice Campeã Nacional.CIMG1368

 

Eram 15hoo em ponto quando era dada a partida da prova rainha do dia, os elites. Ruben Nunes fazia um arranque “à Ruben” como já nos habituou fazendo uma gestão de toda a prova, não sendo este um objectivo para ele, e estando no mapa como treino, termina num brilhante 5º lugar.Ruben Nunes

Se perderam este espectáculo, para o ano não fiquem no sofá 😉

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