O ciclista passou a ter direitos, mas continua invisível.

partilhe a via
Conduz-se irresponsavelmente, porque só se tem em conta o dano material.

Mas quando a lei deu plenitude de direitos ao cidadão não motorizado de utilização da via pública, o automóvel passou a ser um objecto passível de agressão física a outrem, uma arma branca na mão de demasiados cidadãos encartados.

Antes de se ser legalizado como automobilista somos legalmente cidadãos, peões, utilizadores isentos de obrigação de formação legal para utilização da via.

Não é por acaso que para utilizar o automóvel somos obrigados a ter formação especifica, a ser sensibilizados, a passar em exames de comprovação de conhecimentos e mostrarmo-nos habilitados para isso. Não é por acaso que logo de seguida somo OBRIGADOS a ter seguro de responsabilidade civil de danos contra terceiros. E o seguro de danos próprios foi uma inovação que veio moralmente ilibar o automobilista de danos e coloca-lo à-vontade para causar dano sem sanções financeiras de maior.

Toda a soma, criou uma sociedade automobilizada que inverteu os papéis morais da sociedade. Agora nascem encartados, isentos de responsabilidade morais e sociais assumidas pelas seguradoras, libertos moralmente por um pagamento mensal ou anual de um premio de seguro.

Acham-se agora no direito de vir exigir ao peão e ciclista que tenha um seguro, que receba formação pelo dano que possa causar no seu precioso bem material automóvel.

Imorais! Desprovidos de consciência cívica da mais básica.

O código da estrada mudou a favor do cidadão, sim, a favor do cidadão, não do ciclista. Mas lamentavelmente, este Novo “Revolucionário” Código da Estrada não foi acompanhado nem pela devida formação e informação de quem já usa e abusa da estrada e muito menos pelo código penal, pois é a única forma que vejo de penalizar este descompromisso com a responsabilidade que os automobilistas gozam e que não se inibem de castigar e penalizar abusivamente infligindo danos físicos, quem mais precisa de utilizar a estrada para trabalhar, ou os que optam por deixar o seu automóvel na garagem e opte pela bicicleta para ir trabalhar.

Factos:

Tenho um familiar a frequentar a escola de condução para receber a habilitação necessária para conduzir automóveis, a instrutora de código imagina leis, afirmando mesmo que:

“Os ciclistas irão ser obrigados a ter licença de condução e seguro”

Pergunto-me: Não será caso para denúncia situações como estas?

Na estrada:

Condutores apitam e gritam que somos obrigados a circular em fila.

Fui “buzinado” por um agente da PSP no seu carro civil para me encostar, numa estrada que tinha como opção a valeta.

Os camiões passam escassos centímetros do guiador, qual metro e meio qual quê.

Casos destes multiplicam-se. Casos de atropelamento de direitos e atropelamentos literais com dano físico.

 (Atleta Português atropelado durante o treino 2014) Ver VIDEO >>

Não se pense que este fenómeno do poder automobilístico é de agora, os automobilistas já se acham donos da estrada há muito tempo, que os digam os motociclistas de padecem do mesmo mal, o da “invisibilidade” aos olhos de quem está por detrás de um volante.

A mensagem é só uma: “Partilhe a via”.

Convém relembrar:

policia

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