Empreendedorismo é…

Empreendedorismo é ter a capacidade e a audácia de acreditar naquilo que os outros não são capazes de ver.

Tempos antes de dar inicio ao Blog, passou-me pelas mão um documento que dava conta sobre os estudos de impacto de alteração de uma via na cidade Canadiana de Toronto.

Os mesmos apontavam para claros benefícios para o comercio local pela cedência das vias a favor dos peões e dos ciclistas.

Esse mesmo estudo apontava claramente que: um peão, ou um ciclista, gasta o mesmo por visita que um automobilista, mas dada a facilidade de parqueamento, este visita mais vezes o mesmo estabelecimento e visitava outros no mesmo período.

Logo, os espaços comerciais são tão mais lucrativos, quanto o maior numero de peões e ciclistas passem à porta.

Recentemente deparei-me com este novo estudo que aborda exatamente o mesmo tema e mostra que a solução é global e é a solução que a sociedade procura, quer para devolver a vida aos centros urbanos, quer para paralelamente fazer renascer a economia.

Como tal não pude deixar passar e fiz uma tradução rápida para os mais preguiçosos.

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#4 razões pelas quais gestores Norte Americanos querem importar o estilo de ciclismo Dinamarquês

Finalmente os ciclistas estão a ser apoiados por empresários Norte Americanos e não pelos ambientalistas, mas apenas porque isso significa lucro.

As cidades estão a recuperar a economia e enquanto isso, os americanos viram-se para as bicicletas. Em 85 das 100 maiores áreas metropolitanas o recurso à bicicleta está a aumentar. Tudo fruto de um profundo programa de saúde e reestruturação económica das economias urbanas.

As cidades que investiram em infraestruturas para ciclismo vão vencer, afirma Jeff Judge, um empresário de Chicago da área do marketing digital, dizendo que a presença de ciclovias numa cidade foi o principal fator que o fez escolher onde se iria instalar. É melhor para o negócio, planeamentos e infraestruturas. É melhor para todos.

Após anos a combater a comunidade empresarial, por cada centímetro de espaço na estrada, muitos defensores dos ciclistas parecem desorientados com a ideia de que neste momento possam estar do mesmo lado destes. Mas de Denver a Memphis algumas das vozes mais pertinentes na defesa do estilo Dinamarquês de infraestruturas protegidas (leia-se ciclovias segregadas), são os que passam os cheques. No relatório do último mês (PDF) para a organização sem fins lucrativos People For Bikes, podem retirar-se 4 razoes distintas para esta tendência:

Ciclovias segregadas aumentam a visibilidade e o volume de vendas do comércio por cada espaço de estacionamento.

#1 Ciclovias segregadas aumentam a visibilidade do comercio tradicional e o volume de vendas por espaço de estacionamento.

Quando as pessoas usam a bicicleta para recados, tornam-se o cliente perfeito, porque estão sempre a voltar. Gastam mensalmente o mesmo que as pessoas que vem de carro, mas ocupam menos espaço na via são mais fáceis de atrair á rua para uma visita de impulso.

“Se vais a conduzir a 50kms/hora, não vai parar”, diz Wade Lange, vice-presidente da gestora de propriedades Langley Investment Properties. Com os Fundos de Investimento Norte Americanos, a empresa de Langley foi pioneira na defesa da conversão em ciclovias segregadas, de duas vias até então reservadas a automóveis, em frente a um empreendimento de comercio e habitação no valor de 250 milhões de dólares situado em Portland, Oregon. “Se abrandas o transito, crias paisagem, em breve tens mais pessoas a caminhar e quando dás por isso o comercio nasce.

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#2 Ciclovias segregadas tornam as propriedades mais desejáveis.

Ao estender o alcance geográfico livre do uso automóvel, as ciclovias ajudam os bairros (nos EUA bairro, é entendido como complexo habitacional onde se inclui comercio) a desenvolverem-se sem terem de esperar anos por serviços de transito. Ao acalmar o transito e criar alternativas ás vias para automóveis, as ciclovias desenvolvem um tipo de comunidade onde as pessoas apreciam “caminhar por ai”.

A rua “H” em Washington é uma via de seis faixas de rodagem num antigo bairro degradado, onde a gestora de propriedades Kathy Card fez uma grande aposta, quando em 2005 fez com que a empresa que a emprega comprasse um edifico de escritórios naquele local. Agora com a zona em ascensão e a propriedade a valorizar, o maior desejo de Kathy Card é que a rua “H” passe a ter uma ciclovia segregada, para que os seus funcionários mais jovens não necessitem de “nervos de aço” apenas para chegar ao trabalho e também para beneficiar a venda do imóvel a empregadores do setor privado que pagam mais no caso de se tratar de uma zona “amiga das bicicletas”.

#3 Ciclovias segregadas ajudam as empresas a encontrar trabalhadores talentosos

Trabalhadores de todas as idades, mas especialmente os que são posteriores á queda do crime urbano dos anos 90, tendencialmente preferem trabalhar e viver na baixa. As Ciclovias ajudam os funcionários a chegar à baixa sem “rebentarem a carteira” em parques de estacionamento, permite aos trabalhadores chegar à sua secretária como muitos gostam: com a sua própria energia.

“A possibilidade de caminhar e a almoçar tem um grande significado”, diz Ed Ireson, da empresa tecnológica Mutual Mobile, que vê as ciclovias como uma forma de permanecer na baixa de Austin, Texas. “Preferimo-nos apertar num escritório na baixa, do que ter montes de espaço num local no meio de nada.”

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#4 Ciclovias segregadas produzem trabalhadores mais saudáveis e produtivos

Ao definir claramente uma separação entre automóveis e bicicletas, através de barreiras de segurança, as ciclovias fazem com que mais pessoas pedalem, queimem calorias, “eliminem teias de aranha” e exercitem o coração, as ancas e os pulmões.

Nos anos 90 muitas empresas tentaram promover a saúde nos seus funcionários ao oferecerem ginásios no local de trabalho. Agora, alguns aperceberam-se que umas visitas regulares ao poder local, pode ajudar a transformar as ruas num programa de saúde e bem-estar para os seus funcionários.

Becky Bond, vice presidente da Credo Mobile de S. Francisco disse: “Tal como os nossos empregados tem acesso a ginásios e sistemas de saúde de qualidade, nós achamos que o ciclismo pode ser um beneficio importante. Nos pagamos uma taxa para estar no centro da cidade porque isso significa que os nossos funcionários podem disfrutar dos benefícios dos transportes públicos e pedalarem para o trabalho.”

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Executivos como Bond lidam com jovens, trabalhadores em inicio de careira, o ciclismo tem um longo caminho a percorrer antes de se tornar uma tendência como no Norte da Europa-todo o território dos Estados Unidos tem menos de 200 milhas de ciclovias segregadas. Mas o tipo de historias documentadas nesta reportagem são a esperança de que isso está a mudar.

O futuro da defesa da utilização da bicicleta é a que os apoiantes Europeus entenderam há anos: é reconhecido que as infraestruturas para os ciclistas não são um luxo para exibir e se pensarmos a nossa economia pode lidar com isso. Acreditamos no contrario: infraestruturas para bicicletas é algo que usamos para criar cidades saudáveis. É algo que nos ajuda a fazer todas as outras coisas que a nossa civilização precisa.

Fonte: TheGuardian

 

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