A 1ª vez doi? – Primeiro ato (2ªparte)

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Chegou a hora de a montar e pedalar. É agora! Como está essa autoconfiança?

De qualquer das formas, não se faça já á estrada, vá até um parque sem tráfego automóvel, crianças, ou cães a correr. Procure uma coisa sossegada e sem distrações de maior.

slalomNeste espaço pedale, adapte-se á bicicleta e adapte-a a si. Suba e desça o selim até chegar a um consenso entre o conforto e a confiança. Arranque, trave, vire de forma suave para os dois lados, vá experimentando curvas mais apertadas, mais rápidas e mais ágeis e mais difíceis, pedale sem uma mão, troque com a outra, etc… Procure criar uns obstáculos, vale de tudo: umas pedras pequenas, umas latas de refrigerante, umas garrafas de agua, use a imaginação e crie uns “slalons”(serpentear entre objetos colocados em linha e sensivelmente á mesma distancia uns dos outros), passar entre dois desses objetos colocados como balizas estreitas sem derrubar nenhum, coisas do género e entretenha-se, divirta-se a superar dificuldades cada vez maiores.

Quando nesse espaço tratar a bicicleta por “tu” e se sentir o rei, ou rainha do parque, então está na hora de subir um nível, vamos sair dessa zona de conforto e explorar uma rua. Procure uma daquelas ruas residenciais em que passa um automóvel de hora a hora.

É normal sentir-se um pouco nervoso(a), ansioso(a) até, mas lembre-se do que já treinou, lembre-se da confiança que já adquiriu, que já é capaz de controlar bem a bicicleta e das “skils” que treinou com os obstáculos, agora é só passar isso para a rua. Até agora no parque estivemos a mecanizar os movimentos, a reação da bicicleta e a sua reação á reação da bicicleta, agora vamos focar a atenção no que se passa ao nosso redor.

O procedimento é o mesmo, vamos com calma.

Circule no centro da faixa mais á direito no sentido em que segue. Não caia coach6no erro de se encostar á berma, é queda pela certa. Confie que o centro da via onde segue é o mais seguro para si, proporciona uma boa visibilidade a qualquer automobilista que se aproxime e este irá abrandar ao aproximar-se de si e antes de efetuar uma ultrapassagem, que será também muito mais lenta do que se estivesse a pedalar encostado(a) á berma.

Explore a rua que escolheu, faça pequenas rotundas que costumam haver nessas zonas, vire em ruas á direita, ruas á esquerda e não se esqueça de indicar as mudanças de direção mesmo que não tenha ninguém atrás de si, suba e desça uns passeios, trave e arranque em passadeiras, treine tudo que se lembrar.

Treine as vezes que achar necessárias, a confiança para avançar para o próximo nível é fundamental. Vá circulando em ruas com mais movimento e aos poucos percebe como funciona a “coisa”.

É objetivo desta fase que a bicicleta se transforme numa extensão do seu corpo, algo equivalente a uma perna, ou mesmo um braço. Mesmo que no inicio se sinta um pouco um adolescente trapalhão, que ainda não assimilou bem o desenvolvimento do seu corpo e vai tudo um pouco á bruta, com o tempo, manuseamos este nosso novo corpo com extrema habilidade, de tal forma que já não pensamos qual a quantidade de força necessária para pegar num ovo sem o esmagar. É algo natural.

Continua…

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