“Um código da estrada contra os automoveis”

É o titulo de uma crónica de opinião que foi publicado ontem no DN, é uma pérola digna de ser lida, quer por automobilistas, quer por ciclistas e também por os que reúnem ambas as características.

partilhe a via

Na verdade não pode ser lido desta forma, não é um código contra, é um código a favor. A favor da harmonização na cidade e na tentativa de extinção do tipo de mentalidade que caracteriza o tipo de utilizador do automóvel como a do fulano que assinou a dita crónica.

Aos ciclistas, digo o que estes já bem sabem, este é o tipo de automobilista agressor. Este não respeita, não aceita e dificilmente e apenas a pulso de lei partilhará a via com os ciclistas.

(…)Assim sendo, só por pura inércia – ou por completo desligamento da realidade de Portugal – se pode vir a introduzir no Código da Estrada medidas que equiparam os ciclistas aos automobilistas, sem pensar minimamente na especificidade do relevo do País (Portugal não é a Holanda, onde grande parte do território é plano e convida ao uso da bicicleta), ou sem regulamentar a obrigatoriedade de um seguro para esses ciclistas (um produto que, aliás, fica relativamente barato mas que obriga a um registo mais sério desses “condutores”)(…)

Não sabe o que diz e quererá também registar e obrigar ao seguro quem se desloca na via como peão?

(…) cria ainda o conceito de “zonas de coexistência” nas cidades; esta é uma verdadeira “pérola” da habitual incompetência legislativa, já que se trata aqui de zonas em que os condutores não poderão circular a mais de 20 km/h (…)

Esta frase é um verdadeiro desrespeito pela vida humana, pela desumanização das zonas residenciais, onde se poderá devolver crianças para brincar na rua.

(…) este Código da Estrada prevê – neste ataque continuado a automobilistas em favor dos ciclistas (…)

Se isto não é incitamento á violência, então não sei o que é.

(…) as bicicletas passam a poder circular na estrada mas podendo dois ciclistas circular em paralelo e ocupar por inteiro uma das faixas de rodagem tornando, portanto, a sua ultrapassagem ainda mais perigosa (…)

É aqui que as duvidas acabam, temos alguém que critica algo que nunca experimentou. Este senhor critica por alegar legislarem em desconhecimento e ele escreve sem nunca ter pedalado numa estrada.

(…)fazendo dos passeios de domingo uma situação com um potencial de litígio(…)

Será que este senhor acreditaria, se lhe dissesse que já centenas de Lisboetas, Portuenses e outros cidadão se deslocam diariamente para o trabalho de bicicleta e que este objeto não é exclusivamente de lazer ao fim de semana?

Será que este sr. gostava de ter carros a rasar a sua secretária de trabalho a mais de 50k/h? Pois, mas há quem se desloque de bicicleta para ir trabalhar, há quem esteja a pedalar para trabalhar.

todos

Sr. Paulo Ferreira de Almeida “Partilhe a Via”, porque se achar que não cabemos todos nela, então saia, porque é a “sua espécie” que está em vias de extinção. Ah e pelo menos faça como se faz lá fora, se for para dizer parvoíces, não escreva!

tbsoucondutorEu tenho legitimidade para falar com conhecimento de causa de ambas as partes, o sr. NÃO!

Felizmente quem pedala diariamente, regularmente já se depara com uma classe de automobilistas na sua esmagadora maioria educados, respeitadores com um nível de civismo extraordinário.

O tal artigo de opinião na integra para consulta aqui >>

Paulo Pereira de Almeida

partillheavia

Anúncios

One response to ““Um código da estrada contra os automoveis”

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s