Suar a camisa até ao trabalho

Como não suar para chegar ao trabalho, ou seja lá onde for.

Na minha cruzada para colonizar as estradas Portuguesas de bicicletas com gente a pedalar para todo o lado e por todas as razoes, é recorrente ouvir o argumento do “suor” como impedimento do uso da bicicleta para pedalar para o trabalho.

E no meu entender é um argumento até válido para a não utilização da mesma, pois são raras as empresas e até as situações que permitem que o utilizador depois de chegar ao emprego, não estando em “condições” possa tomar um duche para se recompor.

Terá ido a pedalar?

Terá ido a pedalar?

Mas em alguns casos (prefiro utilizar o termo “alguns” do que “a maioria”), pode-se superar este problema de uma forma até bem simples.

Cadência, já ouviu falar?

A relação cadencia versus frequência cardíaca e o suor pode ser “treinado”, para não aparecer.

Mas se o termo frequência cardíaca lhe é familiar, ou fácil de atribuir a razão, se calhar já a cadencia lhe deixe algumas duvidas.

No ciclismo o termo “cadência” refere-se ao número de pedaladas (volta total da pedaleira) que damos por minuto e que pode variar mais ou menos, em função de algumas variáveis.

E se este termo foi novo para si, poderá estar neste momento a perguntar qual a relação disto com a sua frequência cardíaca e da sua frequência cardíaca com o facto de suar e como é que a conjugação de todos estes fatores podem ajudar a que não sue na sua ida para o trabalho, por mais acidentado que seja o percurso.

Primeira questão: a transpiração é a forma que o corpo tem para se defender do calor excessivo, é a forma de eliminação de calor através do vapor.

Segunda questão: o aumento da frequência cardíaca gera calor, que por sua vez irá provocar transpiração de forma proporcional (variando de pessoa para pessoa e afetado por condições climatéricas)

Terceira questão: a cadência excessiva, ou reduzida com maior recurso á força, aumenta a frequência cardíaca, que por sua vez, aumenta a transpiração.

A maior parte das pessoas que já pedalou numa bicicleta com “mudanças”, suornunca chegou a compreender a sua utilização, a correta pelo menos. Hoje pode encontrar bicicletas no mercado com diversas opções de relações de andamentos (relações de andamentos é o total de conjugações possíveis onde as da pedaleira se multiplicam pelas de trás), chegando as de btt a oferecer até 30 relações de andamento, do mais leve, ao mais pesado.

O segredo, é saber adequar os andamentos disponíveis para irem de encontro á nossa cadência em função do terreno, elevação, ou declive que enfrentamos e isto aplica-se a qualquer tipo de utilizador (mas para o pessoal do desporto abordarei o tema de forma mais intensa e especifica noutro texto).

Pegue na bicicleta num fim de semana e descubra qual a sua cadencia, uma forma de pedalar nem muito leve, nem muito pesado, sem grande rotação, mas também sem parecer que vai em camara lenta e com recurso a muita força das pernas. Tomemos como exemplo que pedala bem a 50/60 pedaladas por segundo (atenção que estamos a falar de uma utilização urbana) e que esta cadência lhe permite manter uma ritmo cardíaco relativamente baixo (sem que tenha de recorrer a tecnologias de medidores de frequência cardíaca, experimente falar, cantar, conversar e sem que lhe falte o folego).

Depois de encontrar este ritmo (o seu ritmo), experimente abordar algumas subidas ligeiras e é aqui que entra o “saber” usar os andamentos, mantenha a sua cadência, ou altera-la o menos possível, usando para isso as mudanças mais leves, vá subindo de forma que suporte o esforço mas mantenha o ritmo de pernas.

Com algum treino, será capaz de encontrar o seu ritmo, uma pedalada suave, consistente e ritmada a uma frequência cardíaca baixa e eliminando assim em grande parte o problema da transpiração. Quando se sentir bem com o seu ritmo, experimente pedalar até ao emprego e certamente terá uma surpresa agradável.

Não há nada que não se resolva com alguma técnica, treino e persistência.

Quem pedala por gosto, não precisa transpirar.

Boas pedaladas.

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