1,5mt de respeito mal medido

Qual é a medida certa para o respeito?

O código da estrada mudou e nada mudou afinal!

Para os mais distraídos, menos informados, ou para quem tem menos tempo a perder com as nanominimicro noticias que vão surgindo aqui e ali de forma muito medíocre e o mais discretas possível, e porque já nos devemos dar por contentes por ainda surgirem nos jornais, mesmo que nas versões on-line e mesmo que em versão nanominimicro.

FALO DOS ATROPELAMENTOS A CICLISTAS.

A comunicação social, que dita a moda e as prioridades sociais, retirou os atropelamentos e outros eventos, das capas das suas publicações, ditando assim o fim de um ciclo de moda das bicicletas (pelo menos na comunicação social, porque esta “moda” continua de boa saúde felizmente), mas que infelizmente não é o fim dos atropelamentos, apenas da atenção merecida que lhes era dada.

Os “pobres” utilizadores das bicicletas, os mais frequentes pelo menos e os mais atentos esperavam uma revolução nas estradas com a “revolução” do código da estrada, mas… está tudo na mesma, se não mesmo pior.

É que afinal de contas, entre outras coisas, nós ciclistas ganhamos o direito de circular a par e o direito de não sermos considerados “lixo de sargeta”, atirados para circular para uma berma, bem berma, como se anteriormente o circular na estrada fosse um favor que os automobilistas nos fizessem, e que não estorvássemos muito, porque o nosso lugar não era ali, nem no passeio (que este é dos peões), saber-se-ia lá onde era o nosso lugar quando em cima de uma mísera bicicleta.

Vencida esta luta burocrática (para uns, porque outros entendem que as coisas não ficaram bem), ficou fazer a luta nas ruas, levar a vitória de secretaria para as ruas, para a cabeça dos automobilistas, e então ficou o vazio. E agora!? Mas afina a quem compete a “obrigação” de informar os automobilistas habituados a reinar num asfalto só seu, que afinal esse asfalto também pertence por direito cívico a outros?

Quem é o responsável por essa comunicação!

É que os automobilistas reis da estrada, os automobilistas mais distraídos e outros automobilistas em geral, continuam a fazer dos ciclistas alvo da sua “fúria”, ou continuam a passar por estes como se estes não existissem, ou como se ali não tivessem lugar, e em resultado dessa transparência de que padecemos, os atropelamentos continuam.

Gosto de dirigir o poder da critica para a construção, ou, de pelo menos quando teço criticas negativas sustentar as mesmas com argumentos e de propor alternativas, mas aqui nada de novo a sugerir, falta comunicar, que é algo que toda agente sabe o que significa, mas poucos o sabem fazer.

Não existe boa ou má comunicação, porque comunicar é simplesmente passar uma mensagem, quando não a passamos, simplesmente não comunicamos, não pelo menos a mensagem a que nos propunha-mos e o pior que pode acontecer, é comunicar a mensagem errada, ou para um público que afinal não é o alvo, ou “target” como as empresas de comunicação lhes chamam.

Ontem ouvia no telejornal, alguém dizer que este governo não tem um projeto, uma direção, considero um mal da grande maioria das instituições em Portugal, mas sendo este local um ponto de convergência de ideias e projetos pró-bicicleta, vai a projeto pedal ajudar nesse sentido se for possível e traçar aqui um projeto, do que achamos que seria a alavancagem para a promoção da segurança dos ciclistas

Mas a quem deve chegar a nossa mensagem? Aos cidadãos auto mobilizados, que muitos de Nós ciclistas também o somos e o melhor é que podemos ser nós a leva-la connosco, ao invés de relegar esta tarefa para “outros”, afinal de contas é da nossa segurança que falamos PORRA!

Andamos a perder tempo em exercícios fúteis de intenção, ficando por fazer o que se devia.

Quanto a mim a mensagem não passou, os canais não terão sido os mais felizes e o publico alvo está longe de ter a nossa atenção.

Em breve aqui no ProjetoPEDAL vamos apresentar umas possíveis soluções que estão já no estirador.

Pedalem bem e em segurança e não se esqueçam que atrás de um volante com motor, ainda são ciclistas, por isso PARTILHEM A VIA porqueo respeito não se mede.

CapaFacebook_10Abril2013

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