Teoria da conspiração

Os super, híper, mega, macro, minis e mini macro mercados que lutam na televisão, independentemente da sua dimensão, estão na sua maioria a investir no que se chama “lojas de proximidade”, que no fundo é o que antigamente tínhamos como lojas de bairro. Sabem aquela coisa mesmo ao virar da esquina e que tanto jeito dá para ir buscar rápido um quilo de açúcar e uma garrafa de azeite?

Exatamente! Ora, sinais dos tempos mais que uma questão de moda.

As famílias perderam poder de compra, logo as antigas “compras do mês”, que eram uma verdadeira romaria familiar ao longínquo híper mercado, onde se desenrolava um interminável lista de compras e que essas mesmas se prolongavam por um bom par de horas, no mínimo, pois…isso acabou! E não sou eu que o digo, são esses mesmos grandes grupos económicos, senhores do retalho. Lojas muito mais pequenas no meio de centros habitacionais de periferia, parques de estacionamentos equivalentemente pequenos, promovem sacos a relembrar as antigas cestas de vime das nossas avós, dispensam cestos plásticos para as compras rápidas e até já os carrinhos viram a sua capacidade de carga reduzida e estes já significam 1/3 do total de carrinhos disponíveis em algumas lojas.

Isto tudo para promover a compra rápida, a compra fácil e intuitiva, aquela compra de quem quer chegar rápido a casa para fazer o jantar e estar com a família, a compra rápida de quem deixou o estrugido ao lume, ou a compra descontraída ao fim de semana de quem vai apenas buscar pão e umas gramas de queijo e fiambre.

Recapitulemos: se as famílias alteraram hábitos fruto de uma nova situação económica, se os grupos retalhistas investem milhões para acompanhar as tendência e manter os cliente de acordo com as suas novas necessidades, não seria logico investir na promoção do uso da bicicleta? Ora não é a bicicleta a forma mais comoda e pratica de “ir ali e venho já”? Não estarão eles a perder um filão de pequenas compras, porque atualmente o ir de carro pode ser demasiado caro e complicado para fazer 1000 metros, mas o ir a pé é um pouco longe?

Ora pensem lá nisso.

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